Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Eu Sou o Bom Pastor


Querida ovelhinha, meu amor. Eu Sou o Bom Pastor.
Eu Sou o Bom. Aquele que é Amor. Só Amor.
Eu Sou também o Pastor. Aquele que vela por ti, cuida de ti, guia-te, acompanha-te.
“Reúno os cordeiros, carrego-os no regaço, conduzo carinhosamente as ovelhas que amamentam.”(Is 40, 11). 

Como te amo! Como amo cada uma das minhas ovelhinhas!
Amo-te tanto que dou a minha vida por ti. Deixo eu mesmo de viver para que vivas. Para que vivas de Mim, como Eu.


Eu conheço-te, como nem sequer tu te conheces.
“Eu te sondo e te conheço, conheço o teu sentar e o teu levantar, de longe penetro o teu pensamento; examino o teu andar e o teu deitar, teus caminhos todos me são familiares. ”(Sl 139, 1-3)

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Se és minha ovelha também Me conheces e conhecer-Me é experimentar o meu Amor. Quanto mais o experimentares mais Me conheces e mais experimentas que cuido de ti, que te protejo, que te guio (mesmo se não conheces o caminho) que te acompanho.

E quanto mais Me amares mais Me conhecerás. Amar-Me é, antes de tudo, aceitares que te ame, que seja teu Pastor, que te guie, que cuide de ti.  
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É assim que o Pai Me conhece e eu conheço o Pai. Nós os dois amamo-nos e recebemos Um do Outro e Um para o Outro o Amor, o Espírito Santo.

Todas as ovelhas que são minhas conhecem-Me deste modo: entregando-se a Mim, acolhendo-Me a Mim; porque é assim que o Pai Me conhece e eu conheço o Pai: entregamo-nos Um ao Outro e acolhemo-os Um ao Outro no Espírito de Amor.

Dou a minha vida por ti e por todas as pessoas para que se abram ao meu Amor.
Por ti, porque te amo, ovelhinha perdida, Eu, teu Pastor, fiz-Me Cordeiro Imolado, manso e humilde.

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Como é grande o Meu rebanho! Sonho formar um só rebanho com todas as ovelhas, apesar das diferenças que existem entre elas.

O Amor é livre e liberta. Ninguém Me obriga a amar-te. 
Amo-te porque sim, porque quero, porque te quero.

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

As Vocações, dom do Amor de Deus


Excerto da Mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/vocations/documents/hf_ben-xvi_mes_20111018_xlix-vocations_po.html)

Amados irmãos e irmãs!


O XLIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV domingo de Páscoa – 29 de Abril de 2012 –, convida-nos a reflectir sobre o tema «As vocações, dom do amor de Deus».

A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor – Deus caritas est –; «quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16). A Sagrada Escritura narra a história deste vínculo primordial de Deus com a humanidade, que antecede a própria criação. (...)

Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um acto de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno (cf. Jer 31, 3). É a descoberta deste facto que muda, verdadeira e profundamente, a nossa vida. (...)

Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus. (...) De facto, cada vocação específica nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! É Ele que realiza o «primeiro passo», e não o faz por uma particular bondade que teria vislumbrado em nós, mas em virtude da presença do seu próprio amor «derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5, 5).
Em todo o tempo, na origem do chamamento divino está a iniciativa do amor infinito de Deus, que se manifesta plenamente em Jesus Cristo.(...)
O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à «promessa que jurou manter por mil gerações» (Sal 105, 8). Por isso é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino, que precede e acompanha: este amor é a mola secreta, a causa que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai (cf. Mt 5, 48). Na realidade, a medida alta da vida cristã consiste em amar «como» Deus; trata-se de um amor que, no dom total de si, se manifesta fiel e fecundo. (...)
Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46). (...)

Estas duas expressões do único amor divino devem ser vividas, com particular vigor e pureza de coração, por aqueles que decidiram empreender um caminho de discernimento vocacional em ordem ao ministério sacerdotal e à vida consagrada; aquelas constituem o seu elemento qualificante. De facto, o amor a Deus, do qual os presbíteros e os religiosos se tornam imagens visíveis – embora sempre imperfeitas –, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor através da ordenação presbiteral ou da profissão dos conselhos evangélicos. O vigor da resposta de São Pedro ao divino Mestre – «Tu sabes que Te amo» (Jo 21, 15) – é o segredo duma existência doada e vivida em plenitude e, por isso, repleta de profunda alegria.
A outra expressão concreta do amor – o amor ao próximo (...) – é o impulso decisivo que faz do sacerdote e da pessoa consagrada um gerador de comunhão entre as pessoas e um semeador de esperança. A relação dos consagrados, especialmente do sacerdote, com a comunidade cristã é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afectivo. A este propósito, o Santo Cura d’Ars gostava de repetir: «O padre não é padre para si mesmo; é-o para vós» [Le curé d’Ars. Sa pensée – Son cœur ( ed.  Foi Vivante - 1966), p. 100].

Venerados Irmãos no episcopado, amados presbíteros, diáconos, consagrados e consagradas, catequistas, agentes pastorais e todos vós que estais empenhados no campo da educação das novas gerações, exorto-vos, com viva solicitude, a uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se os sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração. É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos «sins», respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus.

É tarefa da pastoral vocacional oferecer os pontos de orientação para um percurso frutuoso. Elemento central há-de ser o amor à Palavra de Deus, cultivando uma familiaridade crescente com a Sagrada Escritura e uma oração pessoal e comunitária devota e constante, para ser capaz de escutar o chamamento divino no meio de tantas vozes que inundam a vida diária. Mas o «centro vital» de todo o caminho vocacional seja sobretudo a Eucaristia: é aqui no sacrifício de Cristo, expressão perfeita de amor, que o amor de Deus nos toca; e é aqui que aprendemos incessantemente a viver a «medida alta» do amor de Deus. Palavra, oração e Eucaristia constituem o tesouro precioso para se compreender a beleza duma vida totalmente gasta pelo Reino.

Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem «lugar» de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação. Tal dinâmica, que corresponde às exigências do mandamento novo de Jesus, pode encontrar uma expressiva e singular realização nas famílias cristãs, cujo amor é expressão do amor de Cristo, que Se entregou a Si mesmo pela sua Igreja (cf. Ef 5, 25). (...)

Com estes votos, concedo de todo o coração a Bênção Apostólica a vós, veneráveis Irmãos no episcopado, aos sacerdotes, aos diáconos, aos religiosos, às religiosas e a todos os fiéis leigos, especialmente aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se põem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel.

Vaticano, 18 de Outubro de 2011.

PAPA BENTO XVI

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)

Com os votos de uma santa Quaresma que hoje se inicia, deixamo-vos um pequeno excerto da mensagem do Santo Padre para este tempo. (texto completo aqui)


«Irmãos e irmãs!
A Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal. 
...
«Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre actual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.»

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Comentário vocacional ao Evangelho do 7º Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos – Mc 2,1-12

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum
e se soube que Ele estava em casa,
juntaram-se tantas pessoas
que já não cabiam sequer em frente da porta;
e Jesus começou a pregar-lhes a palavra.
Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens;
e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão,
descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava
e, feita assim uma abertura,
desceram a enxerga em que jazia o paralítico.
Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico:
«Filho, os teus pecados estão perdoados».
Estavam ali sentados alguns escribas,
que assim discorriam em seus corações:
«Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar.
Não é só Deus que pode perdoar os pecados?».
Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar,
perguntou-lhes:
«Porque pensais assim nos vossos corações?
Que é mais fácil?
Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’,
ou dizer: ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’?
Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem
tem na terra o poder de perdoar os pecados,
‘Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico –
levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’».
O homem levantou-se,
tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente,
de modo que todos ficaram maravilhados
e glorificavam a Deus, dizendo:
«Nunca vimos coisa assim».



"Filho, os teus pecados estão perdoados."- Em resposta aos esforços daquela gente, Cristo diz algo totalmente inesperado, não solicitado pelo paralítico ou os seus amigos. Eles estavam claramente à procura de uma cura. Cristo oferece uma, mas de natureza diferente: 'Filho, os teus pecados estão perdoados'. Aqui Cristo mostra claramente a primazia do bem-estar/saúde espiritual sobre o nosso conforto físico. Quantas vezes pensamos: ‘Eu tenho a minha saúde e é a maior de todas as bençãos’?Aqui, Jesus lembra-nos do que é verdadeiramente mais importante, sem negar a importância da saúde física. Em outra passagem, Jesus vai ainda mais longe, onde diz: ‘Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e deita-o fora’ (Mt 5: 29a). Portanto, o pecado é um perigo maior do que a doença ou mesmo a morte, e o perdão dos pecados é a maior cura. 
Muitas vezes desejaríamos que Jesus Cristo operasse generosamente tantos milagres agora como o fazia no seu tempo em vida na terra, temos tantas coisas que lhe pedimos e gostaríamos de ver concretizadas... e é fácil esquecer que sempre teremos aquela que é a sua maior graça e milagre: a cura do pecado na Confissão.

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Comentário vocacional ao Evangelho do 6º Domingo do Tempo Comum


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos - Mc 1, 40-45

Naquele tempo,
veio ter com Jesus um leproso.
Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe:
«Se quiseres, podes curar-me».
Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse:
«Quero: fica limpo».
No mesmo instante o deixou a lepra
e ele ficou limpo.
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem:
«Não digas nada a ninguém,
mas vai mostrar-te ao sacerdote
e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou,
para lhes servir de testemunho».
Ele, porém, logo que partiu,
começou a apregoar e a divulgar o que acontecera,
e assim, Jesus já não podia entrar abertamente
em nenhuma cidade.
Ficava fora, em lugares desertos,
e vinham ter com Ele de toda a parte.


"Se quiseres, podes curar-me" - O leproso veio ter com Jesus de joelhos, ele tinha tudo a pedir e nada para dar, excepto a sua confiança. Ele tinha visto ou ouvido o que Jesus havia feito a outros, ele sabia o poder de Jesus, e tirou a sua própria conclusão, não uma conclusão teórica, mas prática.
Num mesmo gesto, ele abriu a Jesus tanto a sua necessidade e sua fé / confiança. Foi fácil para o leproso experimentar repugnância pela sua doença e desejar saúde; pode ser muito mais difícil para nós experimentar a repugnância ao pecado. Só a luz da graça de Deus, e olhando para o que o pecado fez com Cristo na Cruz, podemos abrir a nossa alma para a verdade sobre ele, ver a sua presença em nós mesmos, e aproximarmo-nos de Cristo para nos curarmos. Assim, é de joelhos também que descobrimos a nossa necessidade e nos abrimos para Cristo.Pergunta a ti próprio, o que é que eu preciso e não posso fazer por mim próprio? Se é algo bom, apresenta-o a Jesus, e Ele te atenderá com todo o Seu Amor .

"Quero: fica limpo!" - Jesus não hesita por um segundo. Claro que ele quer fazer o que ele veio à terra para fazer! A porta da sua misericórdia está sempre aberta. Este é o mesmo Jesus que nos espera no sacramento do perdão.Quão natural é pensar que os nossos pecados Lhe vão causar repugnância, que ficará chocado ao ver o nosso estado e, portanto, nos rejeitará. Como é fácil e natural pensar que, por causa da nossa fraqueza, Deus não pode trabalhar connosco e em nós. Esquecemo-nos, estamos enganados, e o demónio tenta que isso não se altere: esquecemo-nos que Deus conhece todas as nossas necessidades antes mesmo de lhe perguntarmos por isso. Ele veio porque nós precisamos de um Salvador, porque somos débeis, e não temos poder para nos curar a nós. Ele espera ansiosamente que nos aproximemos dele. E o maior prazer que Lhe podemos dar, é a oportunidade de nos limpar. 
Na Confissão, Cristo está presente na pessoa do sacerdote. Também o padre de muito tem que abdicar para que se possa tornar um instrumento de Cristo, ao serviço do perdão dos nossos pecados. Quando confessas os teus pecados a Cristo na pessoa de um padre, também é uma grande alegria que Lhe trazes, quando ele vê o Seu próprio sacrifício recompensado, com a oportunidade de te tirar os teus pecados e de te dar a graça de Deus.

Domingo, 13 de Novembro de 2011

Servo bom e fiel entra na Alegria do Teu Senhor

Um lição em investimento!
A parábola de Nosso Senhor dá-nos a perspectiva da eternidade. Diz-nos que nós entendemos verdadeiramente a nossa vida neste mundo na medida em que entendemos o que vem depois, quando esta vida atingir o seu fim. Ajuda-nos a perceber que, para Jesus, a vida não é para ser vivida nem passivamente nem timidamente nem com medo. Jesus diz "o meu Pai continua a realizar obras até agora" (Jo 5, 17) e quer que nós os imitemos, dispondo dos dons que Ele nos deu de forma a experimentarmos já a Vida Eterna. O Senhor diz-nos que vivamos cada momento como uma oportunidade para fazer algo para Ele. Cada momento da nossa vida chega-nos como mais uma oportunidade de fazer a escolha certa, voltando-nos para Aquele que sacrificou tudo por nós. Cada momento é uma oportunidade de "investir" na Vida Eterna.
Jesus convida-nos a olhar para a nossa vida e vermos se, verdadeiramente, estamos a usar os dons que recebemos segundo as nossas capacidades.

Dá a cada um segundo a sua capacidade!
Deus é nosso Pai e quer que, como Cristãos, tomemos parte no seu projecto de salvação do mundo e que participemos na Alegria dessa mesma Salvação. Quando os desafios de sermos Suas testemunhas e de dizermos Sim à nossa vocação individual nos oprimem, lembremo-nos que o Senhor dá a cada um segundo a sua capacidade. Não se reconhecem os dons do Senhor sem confiar nesse mesmo Senhor.

Não tenhas medo!
Esta parábola mostra-nos quão incapacitante é o medo. O medo faz-nos sempre recuar. O medo faz-nos enterrar oportunidades e evitar dificuldades.
O Senhor quer que ultrapassemos as barreiras do medo. Ele enviou o Espírito Santo aos Apóstolos para que saissem da sala onde o seu medo os fechou. O mesmo Espírito Santo dar-nos-á coragem para encontrarmos os meios de dar uso ao talento que o Senhor nos deu, para Lhe entregarmos o fruto que Ele deseja. A única coisa que devemos temer é não ouvir: "Servo bom e fiel entra na Alegria do Teu Senhor".

Senhor, ajuda-me a viver na Alegria da fé e da confiança em Ti, sabendo que és meu Pai e que me dás em cada dia tudo o que preciso para ser Tua testemunha aqui onde estou em cada dia da minha vida.

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011